Segundo o site Lifehacker, mesmo sem detalhar quais componentes estarão presentes em cada versão, é provável que a edição Ultimate traga recursos que interessem basicamente usuários corporativos. Em um artigo, o jornalista Ed Bott, que tem um blog dedicado ao mundo Windows, comenta que, a partir de uma lista realizada por engenharia reversa sobre os possíveis recursos de cada versão do novo Windows 7, para a maioria o Ultimate será um luxo desnecessário.
Entre os poucos recursos úteis para os consumidores finais, estão os pacotes de idioma, que permitirão trocar os elementos da interface do Windows, e a criptografia BitLocker. Sendo assim, para usuários que dispensem criptografia avançada e usem apenas um idioma na interface do Windows, a versão Professional ou mesmo a Home Premium basta.
A versão Ultimate, introduzida com o Windows Vista, já foi bastante criticada pela mídia especializada e por usuários. Um de seus principais atrativos, o Windows Ultimate Extras, uma coleção de aplicativos exclusivos que seriam liberados de tempos em tempos, não recebeu a atenção merecida por parte da Microsoft. Essa negligência deixou diversos clientes insatisfeitos.
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Windows 7 em modo XP pode não rodar em certos chips
O modo de execução compatível com o Windows XP foi adicionado à mais recente versão do sistema operacional com o intuito de permitir o uso de programas antigos no novo Windows 7. No entanto, segundo algumas publicações especializadas, alguns modelos de processadores Intel simplesmente não conseguiriam trabalhar nesse modo.
O "ambiente XP" dentro do Windows 7 é, segundo Ina Fried, do site de notícias da CNet, "uma dupla de funcionalidades: primeiramente, a Máquina Virtual do sistema operacional, e sobre ela há uma cópia licenciada do Windows XP SP3." Ambos os plugins não integram a distribuição padrão do software, mas podem ser baixados gratuitamente por quem possuir as versões Professional, Enterprise ou Ultimate do Windows 7.
O objetivo do "modo XP", como a imprensa o chama informalmente, é ajudar empresas que possuam aplicações desenvolvidas para o antigo sistema operacional mas que queiram rodá-las no ambiente mais moderno. Para que a coisa toda funcione, contudo, é necessário que o processador que integra as máquinas onde os softwares serão virtualizados possua justamente essa tecnologia embutida, a Virtualization Technology, da Intel, ou a AMD Virtualization, segundo o ZDNet.
Os notebooks são os mais prejudicados, afirma o The Inquirer. A maioria dos modelos Sony, HP, Dell e Lenovo, apenas para citar marcas famosas, utilizam processadores que não agregam tais tecnologias. Entre os chips não equipados com a virtualização estão os Core2Duo T6400/6570, P7350/7450 e os das séries T5200/5250/5270/5300/5450/5470. Brooke Crothers, do CNet, afirma ter encontrado nada menos que 30 produtos diferentes empregando só o modelo T6400 em suas arquiteturas.
A Intel afirma, porém, que mais de 100 milhões de chips dotados de tal capacidade já foram comercializados e que a funcionalidade "é suportada em nível de hardware por diversos processadores."
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Como o Vista, Windows 7 também terá seis versões
No Windows XP existiam apenas as versões Home e Professional: a primeira destinada ao usuário doméstico e a segunda, com opções avançadas e melhores recursos de rede, a usuários corporativos. Contrariando essa tradição, o Windows 7 terá seis versões, assim como seu antecessor Vista, embora apenas duas delas sejam destinadas à maior parte do público.
Desde seu lançamento em 1985, o Windows possuía uma ou no máximo duas versões disponíveis. No Windows Vista, todavia, uma série de versões diferenciadas surgiu, cada uma destinada a um público diferente, o que acabou gerando uma certa confusão entre os usuários e, principalmente, para os revendedores.
Esse legado foi passado ao Windows 7, mas algumas diferenças talvez simplifiquem as coisas para todos. A principal delas é que voltam os nomes Home e Professional, usados no XP, para as versões mais "comuns" do sistema.
O Windows 7 Home Premium é destinado ao usuário doméstico, enquanto o Windows 7 Professional deve equipar as estações de trabalho de pequenas e médias empresas. A Microsoft espera que a maioria esmagadora dos consumidores escolha uma dessas duas versões para "uso geral" e o marketing da empresa será direcionado nesse sentido.
Aumentando ligeiramente a possibilidade de confusão haverá mais quatro versões para fins específicos. A Home Basic substituirá o Vista Starter, aquela versão do Windows Vista que equipa computadores vendidos em mercados emergentes (entre eles o Brasil) e que não oferece opção de upgrade. O Windows 7 Home Basic será, portanto, apenas vendido em mercados emergentes, lembrando que o atual Windows Vista Home Basic é vendido no mundo todo, sem restrições.
A versão Starter continuará existindo, mas agora será dedicada apenas a computadores de baixo custo e aos chamados netbooks, laptops com recursos reduzidos e armazenamento limitado. Ainda não está claro se as restrições da antiga Starter ¿ sendo a mais grave delas a limitação de três programas rodando ao mesmo tempo na máquina ¿ existirão também nesta versão.
Para entusiastas ainda existirá a versão Ultimate, com todos os recursos já desenvolvidos para o Windows bem como alguns extras. E, por fim, haverá ainda a edição Enterprise, dedicada apenas a grandes corporações e vendida mediante contrato ¿ ou seja, você não a encontrará nas prateleiras.
O preço de cada uma delas, porém, ainda é um mistério. Também não foram informados valores de atualização, mas já é fato conhecido que não haverá suporte para migração direta do XP para o Windows 7.
Quem quiser fazer esta troca precisará de uma instalação limpa, formatando a máquina e instalando o novo sistema no lugar. Nesse caso, o usuário precisará adquirir uma licença "full" do sistema, possivelmente muito mais cara que a licença "upgrade" para atualizar do Windows Vista para o Windows 7.